Os alunos veteranos, do curso de Direito, decidiram inovar na recepção dos calouros do semestre 2019.1 e criaram o Trote Solidário Intelectual, uma forma de integrar os estudantes com a nova realidade da Faculdade e trazer discussões sobre temas relevantes. Apoiados pelas professoras Chirley Cordeiro e Zélia Ramos, a comissão organizada abordou a questão da população em situação de rua e como este público é marginalizado pela sociedade. A turma arrecadou roupas e alimentos, para doação, e também realizou uma série de apresentações em poesia, música e encenação tratando sobre a questão.
Como forma de gerar empatia, alguns alunos participaram caracterizados, carregando frases que tinham como intuito suscitar reflexão sobre como o cidadão nesse estado de vulnerabilidade é visto. O objetivo de todo o trote era fazer com que os alunos refletissem sobre a invisibilidade da população de rua no cenário social, e principalmente entender que, enquanto acadêmicos de Direito, é importante prezar pelo princípio base da Constituição Federal: Dignidade da pessoa humana, que estabelece que todas as pessoas devem ser tratadas com respeito, observando a pluralidade que inerente à sua condição.
Gabriel Rivelli, aluno do 6º período de Direito e um dos diretores da comissão organizadora do trote, fala sobre a mudança do viés do trote como forma apenas de diversão para algo capaz de trabalhar questões sociais: “Queríamos trazer um problema social e fazer com que os próprios calouros refletissem um pouco sobre o assunto. Eles compraram a ideia e fizeram apresentações excelentes”.
A professora Chirley Cordeiro fala também sobre como foi surpreendida pela seriedade com que os alunos calouros trataram o trote. “A iniciativa é surpreendente porque veio quebrar um paradigma e nos mostra que nossos alunos estão assumindo uma nova postura, uma postura de ator social que assume a dianteira de questões sociais muito presentes”, comenta a professora, ressaltando ainda que acredita que os alunos não irão mais olhar para a problemática com os mesmos olhos.
A arrecadação feita pelos alunos será doada para instituições carentes ou em bairros periféricos de Petrolina.






