Dia 15/05 foi dia do Assistente Social, e o curso de Serviço Social da Facape não poderia deixar passar essa data tão importante sem debatê-la. Em comemoração, os estudantes do curso se uniram para discutir a atual situação da educação pública brasileira, aproveitando as manifestações que aconteceram no mesmo dia cuja pauta principal foi a mesma.
Apesar de ser um evento feito por alunos de Serviço Social, participaram da mobilização alunos de Direito, Comércio Exterior, Ciências Contábeis, representantes do Coletivo Maria Amélia de Queirós e do Coletivo Rua. Juntos, confeccionaram cartazes de conscientização para espalharem pela Facape, e liberaram o microfone para que cada pessoa falasse o que pensa e contribuísse com a discussão.
“A categoria do assistente social no Brasil inteiro tem se mobilizado numa pauta única com relação ao retrocesso de direitos, porque esse retrocesso tem rebatimento nos espaços ocupacionais do assistente social. Então nós, enquanto assistentes sociais, precisamos da educação cada vez mais fortalecida, de acesso a todos e todas. Nos mobilizamos para que possamos de fato garantir os direitos que já foram efetivados pela própria legislação, pela Constituição Federal de 1988”, explica a coordenadora do curso de Serviço Social, Maria Lúcia da Silva.
No dia seguinte (16), ainda em comemoração pela data, os alunos puderam participar de uma roda de conversa cujo tema foi “Serviço Social: 40 anos da ‘virada’ e atual conjuntura”. E para debater sobre isso foram convidados o diplomata e integrante do ministério das relações exteriores, Mozart Grisi, e a presidente do Conselho Regional de Serviço Social de Pernambuco, Adiliane Batista.
O tema remete aos 40 anos do Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais de 1979, conhecido como ’Congresso da virada’. A convidada Adiliane Batista explica do que se trata a data. “O Congresso foi um marco histórico para essa profissão, que é marcada por rupturas e resistência. A partir daí tivemos a possibilidade de construir nossas normatizações, formular a reformular o código de ética, as diretrizes curriculares, o projeto formativo dos estudantes de serviço social. Precisamos entender o que está se passando no aspecto político, econômico e social para compreender quais são as estratégias que vamos utilizar nos nossos espaços ocupacionais”.






