
A liberdade religiosa, que se caracteriza pelo pleno direito de manifestar crenças particulares, está preservada pela Constituição Federal, porém, não é incomum vermos no cotidiano relatos e retratos de intolerância. Para debater este tema, o colegiado do curso de Serviço Social promoveu nesta terça-feira (21) uma Roda de Conversa para discutir pluralidade, consciência e diversidade religiosa. O evento reuniu estudantes da Facape e de diversas instituições de ensino da cidade.

A proposta foi trazer para a Faculdade diversos atores que compõem núcleos religiosos distintos, a fim de apresentarem suas vivências, crenças e realidade. Foram convidados Karina Leonardo, assistente social e professora do curso de Serviço Social da Facape; Mãe Stella de Oxóssi, membro da associação espírita e de cultos afro-brasileiro de Petrolina; Raíssa Carmem, evangélica e coordenadora do Fórum Regional de Liberdade Religiosa; Maíra Vida, presidente da comissão de combate à intolerância religiosa da OAB-BA; Phablo Freire, professor da Facape e coordenador do Núcleo de Pesquisas Interdisciplinares; Pai Jorge, diretor presidente da Associação Espírita e de Cultos Afrobrasileiro de Petrolina e Pastor Luciano, diretor de liberdade religiosa da Igreja Adventista do sétimo dia.

Um dos objetivos do evento foi aproximar os participantes de crenças e cultos religiosos que não fazem partem de suas culturas e assim diminuir o preconceito e a desinformação. O debate teve foco , especialmente, nas religiões de matriz africana, que têm o racismo permeado nas manifestações de intolerância. Sobre este tema, a professora Karina destaca a necessidade de construir arquétipos dentro da Faculdade. “As religiões de matrizes africanas só sofrem grande preconceito porque são de matrizes africanas, porque são do povo negro. E se a gente não discutir isso formando profissionais eu me pergunto onde vamos discutir? A faculdade, a escola, tem essa dimensão de desconstruir ou de pelo menos tentar. Não estamos falando de doutrinar ninguém, mas mostrar a realidade plural, a história de todos”, argumenta a professora.






